Não sei quem cunhou essa expressão, mas devia ser alguém que gostava muito de bolacha. Sabe aquelas redondas, recheadas com cremes que simulam - bem de longe - o gosto de morango, baunilha e chocolate? pois é, pensei nessas!
Se é para matar a fome, confesso que essas coisinhas não me apetecem, toda vez que como isso me sinto enganada, fico com a sensação de que roubaram espaço de algo mais sustancioso, não necessariamente mais saudável, mas incontestavelmente mais saboroso. Morder a massa crocante é até legal, porque na sequência vem o creme molinho, porém, a massaroca final não compensa o crime: insossidão!
Por isso tudo, para mim, a expressão teria de sofrer uns ajustes. Para debicar de alguém, eu teria de dizer algo do tipo: "Fulano está se achando o último torresmo do prato!" ou "Fulana está se achando a última cápsula de café da caixinha!". Tenho uma amiga, pessoa de fino trato, que falaria assim: "Fulana se considera o derradeiro profiterole da confeitaria!".
Em tempos de alta moralidade é reconfortante observar a quantidade e a variedade de pacotes de bolacha à disposição nas prateleiras, cada qual com seu discurso. Por exemplo, há os que pertencem ao bolachismo tostinista e outros de disposição pretensamente contrária, os óreonistas, outros ainda com uma tendência anti-bolachismo, todavia, em linhas gerais, todos bolachas do mesmo pacote. Se tivermos tempo e um pouco de interesse, é possível perceber suas disposições pragmáticas e até mesmo suas perversões.
Não raro a mídia noticia casos de bolachistas com hábitos estranhos como o de desgrudar as duas partes só para saborear o recheio ou, então, de molhar rapidamente as bolachas no leite morno antes de devorá-las, tudo seguindo regras rígidas de um ritual secreto, quase uma missa profana!
Há sérios estudos destinados a discutir o hábito de reportar ao outro essa condição de ser a última e única opção. Há teses e teses, na sua maioria apocalípticas, que apontam a triste, bem triste, condição das UBPs. Alertam que elas vivem a ilusão de que têm algum poder e ignoram que só inspiram desejos nos oportunistas. Esses que, no momento de desespero, não dispondo sequer de um biscoito de polvilho murcho para matar a fome, não têm pudor de mastigar a última e em geral quebrada bolacha do pacote...mas isso já é assunto que merece tratamento mais competente, de preferência que não derive das ideias de um canário!
Se é para matar a fome, confesso que essas coisinhas não me apetecem, toda vez que como isso me sinto enganada, fico com a sensação de que roubaram espaço de algo mais sustancioso, não necessariamente mais saudável, mas incontestavelmente mais saboroso. Morder a massa crocante é até legal, porque na sequência vem o creme molinho, porém, a massaroca final não compensa o crime: insossidão!
Por isso tudo, para mim, a expressão teria de sofrer uns ajustes. Para debicar de alguém, eu teria de dizer algo do tipo: "Fulano está se achando o último torresmo do prato!" ou "Fulana está se achando a última cápsula de café da caixinha!". Tenho uma amiga, pessoa de fino trato, que falaria assim: "Fulana se considera o derradeiro profiterole da confeitaria!". Em tempos de alta moralidade é reconfortante observar a quantidade e a variedade de pacotes de bolacha à disposição nas prateleiras, cada qual com seu discurso. Por exemplo, há os que pertencem ao bolachismo tostinista e outros de disposição pretensamente contrária, os óreonistas, outros ainda com uma tendência anti-bolachismo, todavia, em linhas gerais, todos bolachas do mesmo pacote. Se tivermos tempo e um pouco de interesse, é possível perceber suas disposições pragmáticas e até mesmo suas perversões.
Não raro a mídia noticia casos de bolachistas com hábitos estranhos como o de desgrudar as duas partes só para saborear o recheio ou, então, de molhar rapidamente as bolachas no leite morno antes de devorá-las, tudo seguindo regras rígidas de um ritual secreto, quase uma missa profana!
Há sérios estudos destinados a discutir o hábito de reportar ao outro essa condição de ser a última e única opção. Há teses e teses, na sua maioria apocalípticas, que apontam a triste, bem triste, condição das UBPs. Alertam que elas vivem a ilusão de que têm algum poder e ignoram que só inspiram desejos nos oportunistas. Esses que, no momento de desespero, não dispondo sequer de um biscoito de polvilho murcho para matar a fome, não têm pudor de mastigar a última e em geral quebrada bolacha do pacote...mas isso já é assunto que merece tratamento mais competente, de preferência que não derive das ideias de um canário!
As últimas bolachas são, via de regra, murchas e quebradas!!! Concordo, precisamos reinventar a frase.... Que tal "a última colherada de Nutella" ?!?!!!!!!
ResponderExcluirhummmm...nutela é bom, hein?
ExcluirEu acho que a última bolachinha do pacote nem costuma valer a pena mesmo... eu deixo para quem faça tanta questão..... relax!!! rssssss......... A não ser que seja um pacotinho de shortbread escocês legítimo .... aí posso pensar em concorrer... e olhe lá!!!! hahaha
ResponderExcluirQueria provar um negócio desse aí que vc disse!
ExcluirAfinal, é crocante por tostines ou por última? Gostaria também nde saber se as bolachas, em si duas a duas, são ímpares no pacote!
ResponderExcluirAfinal, é crocante por tostines ou por última? Gostaria também nde saber se as bolachas, em si duas a duas, são ímpares no pacote!
ResponderExcluiruia! elas são ímpares, pq são indivíduas, mas vêm umas vinte no pacote, então, acho que ficam ímpares, mas andam em pares!
ResponderExcluirEngraçado que, normalmente, a última bolacha/biscoito (outra discussão) do pacote quase sempre vem defeituosa, quebrada. E o quebrado é algo que não está em perfeitas condições, talvez nem funcione mais. Logo, por associação, o indivíduo que se considera o tal, a UBP é defeituoso.
ResponderExcluirSem contar que existem pacotes sem início e fim pré-determinados. Não existindo primeira ou última bolacha, não até o pacote ser realmente aberto.
A última bolacha é a mais triste, foi a única que sobrou de seus companheiros, isolada, sozinha no escuro, frágil e despedaçada. Foi a "sortuda" de ser devorada por último, mas não tão desejada e saboreada quanto a primeira e a segunda.
Por fim, ser a última bolacha do pacote é algo ruim não?!